Do dia 13 ao dia 28 de novembro, ao longo de 16 dias consecutivos, o Golden Hall do Complexo WTC, em São Paulo, recebe a edição 2026 do BSOP Millions no WTC São Paulo, que a própria organização descreve como a maior da história da série. Antes mesmo de a primeira carta ser distribuída, a grade divulgada pela BSOP já deixa claro o tamanho da aposta: são mais de 100 torneios, com buy-ins que vão de R$ 200 a R$ 250 mil, espalhados por pouco mais de duas semanas de jogo ininterrupto no mesmo endereço.
No centro dessa programação está a segunda edição da Super High Roller Series, que roda de 14 a 23 de novembro com oito torneios e buy-ins entre R$ 50 mil e R$ 250 mil, reunindo o público que movimenta as maiores fichas do poker nacional. O crescimento da série, contudo, não se mede só pelo tamanho do calendário de novembro: em 2025 o BSOP Millions distribuiu R$ 134,94 milhões em 106 torneios, um salto de 40,5% sobre os R$ 96 milhões pagos na edição anterior, e é esse histórico de recordes sucessivos que sustenta a expectativa em torno da rodada que agora dobra a aposta na Super High Roller. “el año que viene seremos aún mejores”, resumiu o CEO do BSOP, Rafael Moraes, ao comentar com o site Código Poker os planos da série para os próximos ciclos.
Oito torneios “Gold”, que premiam o campeão com um troféu Card Protector, dão o tom da programação principal: Millionaire Maker (R$ 1.200), Super Million (R$ 2.500), Main Event (R$ 5.000), Mini Championship (R$ 6.000), Grand High Roller (R$ 15.000), BSOP Championship (R$ 25.000), PLO Main Event (R$ 50.000) e o Main Event Super High Roller (R$ 250.000), que fecha a série de maior buy-in de todo o calendário de novembro.
Entre os valores garantidos, o Millionaire Maker, com entrada de R$ 1.200, promete pagar R$ 5 milhões em prêmios, dos quais R$ 1 milhão vai só para o campeão, enquanto o Main Event, de R$ 5.000, garante R$ 10 milhões, com R$ 1,5 milhão reservado a quem vencer a mesa final. Já o BSOP Championship, com buy-in de R$ 25.000, assegura R$ 15 milhões em prêmios e R$ 3 milhões ao campeão, cifras que a cobertura da PokerNews Brasil sobre os destaques do BSOP Millions 2026 detalha a partir da grade divulgada pela organização. Para ajudar os jogadores a chegar a essas mesas sem desembolsar o buy-in cheio, a BSOP vai distribuir cerca de 300 vagas de satélites para os principais torneios da série.
A programação não se resume aos torneios Gold: há 13 eventos de Pot-Limit Omaha, com buy-ins de R$ 1.500 a R$ 25 mil, e outros 15 de Mixed Games, de R$ 500 a R$ 6 mil, voltados a quem busca variedade além do No Limit Hold’em. O torneio “Uma Milha”, de buy-in mais acessível, a R$ 1.000, volta à grade com garantido mínimo de R$ 1 milhão, e o Start-Up Mystery Million reserva um envelope de recompensa escondido entre os bounties, também avaliado em R$ 1 milhão. Quem prefere jogar fora dos torneios programados encontra cash games abertos 24 horas por dia ao longo de todos os 16 dias de evento.
A estrutura para sustentar esse volume de jogo já havia sido testada na edição anterior: em 2025, o BSOP Millions funcionou de forma ininterrupta por 384 horas, com cerca de 750 profissionais envolvidos diretamente na operação, segundo balanço divulgado pela própria organização. Essa edição de novembro também marca os 20 anos da BSOP, comemorados numa série patrocinada pela PokerStars que reserva a São Paulo o papel de etapa final da temporada: antes dela, o calendário 2026 da BSOP com seis etapas já havia passado pelo Summer Millions, em janeiro, pela etapa paulistana de março, por Rio Quente, em abril e maio, quando a BSOP retomou aquela sede pela primeira vez desde 2019, pelo Winter Millions, em julho, e por uma etapa disputada entre os dias 8 e 13 de outubro.
Os números da edição passada ajudam a dimensionar o tamanho do público que a BSOP espera atrair para o Golden Hall em novembro: foram 25.710 inscrições em 2025, com jogadores vindos de 47 países e de todos os estados brasileiros, e o maior prêmio individual da história do poker latino-americano, R$ 6 milhões, pago ao tcheco Zdenek Zizka num torneio de R$ 500 mil de buy-in daquela edição. É nesse contexto de recordes sucessivos que a organização resume sua ambição para o torneio brasileiro de maiores fichas do continente: “Siempre quisimos traer el mundo a Brasil”, afirmou Rafael Moraes ao Código Poker, ao comentar a criação da Super High Roller Series.



