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Cassino

América Latina puxa crescimento da Evolution enquanto Europa perde força

Receita da fornecedora de cassino ao vivo na região sobe 29,3% no primeiro trimestre de 2026, com Brasil e Argentina no centro dos planos de expansão

Por Fernanda Kato 22 de abril 3 min de leitura
Resumo Receita da fornecedora de cassino ao vivo na região sobe 29,3% no primeiro trimestre de 2026, com Brasil e Argentina no centro dos planos de expansão
América Latina puxa crescimento da Evolution enquanto Europa perde força

Foto: Frerk Meyer, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

A Evolution, maior fornecedora de cassino ao vivo do mundo, divulgou em 22 de abril de 2026 seu relatório do primeiro trimestre com um contraste evidente entre regiões. Enquanto a Europa, seu mercado histórico, recuou, a América Latina foi a região que mais cresceu no período.

A receita líquida do grupo somou 513,0 milhões de euros no trimestre, queda de 1,5% ante os 520,9 milhões de euros do mesmo período de 2025. O resultado consolidado ficou praticamente estável, mas escondeu movimentos opostos dentro do portfólio geográfico da empresa.

Na América Latina, a receita cresceu 29,3% na comparação anual. A companhia atribui o desempenho à aquisição de um estúdio de cassino ao vivo na Argentina e à continuidade dos planos de expansão da capacidade no Brasil e na Colômbia.

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O trimestre também marcou o lançamento do jogo Crazy Time em versão totalmente localizada para o mercado brasileiro, reforçando a estratégia de conteúdo adaptado ao público local. A aposta segue a linha do estúdio dedicado que a empresa abriu em São Paulo em julho de 2025, o primeiro da companhia voltado exclusivamente ao público brasileiro, com mesas de blackjack em português e crupiês locais.

Em direção oposta, a receita por localização de jogador na Europa caiu 5,9% no trimestre. O CEO Martin Carlesund chamou a região de “a principal dor de cabeça” da companhia neste momento, citando volatilidade regulatória em mercados como Reino Unido, Países Baixos e Suécia.

Para Carlesund, o contraste entre regiões orienta onde o dinheiro da empresa vai ser investido daqui para frente. “Estados Unidos e América Latina são onde mais vamos investir em 2026. As duas regiões têm alto potencial, com a operação ainda em estágio inicial”, disse o executivo, segundo o relatório divulgado pela companhia.

A América do Norte também teve desempenho forte, com alta de cerca de 21,4% em dólares no trimestre, ajudada pela conclusão de um segundo estúdio no estado americano de Michigan. Já a receita de cassino ao vivo do grupo como um todo somou 434,9 milhões de euros, queda de 3,1% na comparação anual, parcialmente compensada pelo avanço de 8,1% nos jogos de RNG (geração de números aleatórios).

Fora da América Latina, outras regiões também mostraram sinais mistos. A Ásia registrou o segundo trimestre seguido de crescimento, de 2,2% na comparação trimestral, mesmo em meio a desafios ligados a cibercrime que a companhia monitora de perto. Já na África, a empresa afirmou que o novo jogo Red Baron superou as expectativas internas, sustentando a expansão do continente.

No caixa, a Evolution encerrou o trimestre com posição de 1.098,0 milhões de euros, e o fluxo de caixa operacional somou 345,8 milhões de euros, números que dão à companhia margem financeira para sustentar o ritmo de aquisições e aberturas de estúdios anunciado para 2026.

Para operadores brasileiros, o movimento da Evolution confirma uma leitura que já circula no setor: o cassino ao vivo localizado deixou de ser diferencial e passou a ser pré-requisito de competitividade em um mercado regulado que completou pouco mais de um ano em 2026.

Fernanda Kato
Quem escreve: Fernanda Kato
Analista de produto e dados de iGaming. Escreve sobre cassino online, apostas esportivas, loteria e eSports com foco em tecnologia e comportamento do mercado.
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