O CRB anunciou em 27 de fevereiro de 2026 a Bolsa de Aposta como seu novo patrocinador máster, em contrato válido até fevereiro de 2027. Com o acordo, o clube alagoano passou a integrar um grupo de 11 times da Série B de 2026 com patrocínio máster ligado a casas de apostas, o equivalente a mais da metade dos 20 clubes da segunda divisão.
Segundo o presidente do CRB, Mário Marroquim, o contrato é o maior patrocínio privado da história do clube, embora o valor não tenha sido divulgado. A marca da Bolsa de Aposta passa a ocupar o peito da camisa titular, além de espaços no Estádio Rei Pelé, em Maceió, como bancos de reservas, camarotes e placar eletrônico.
A diretora de marketing da Bolsa de Aposta, Raquel Saliba, associou a chegada ao CRB a uma estratégia deliberada de presença fora do eixo Rio-São Paulo. “Nossa chegada ao CRB, na sequência da parceria com o Criciúma, reflete um foco deliberado em polos de paixão regional”, afirmou a executiva.
Com a assinatura, o mapa de patrocínios máster da Série B 2026 ficou concentrado em oito marcas de apostas: Bolsa de Aposta (CRB e Criciúma), GingaBet (Ponte Preta e Vila Nova), Esportes da Sorte (Ceará e Náutico), Blaze (Atlético-GO), Betnacional (Sport), Viva Sorte Bet (Goiás), Pagol Bet (Novorizontino) e 1 Pra 1 Bet (Avaí).
Sete clubes começaram a temporada sem patrocinador máster definido: América-MG, Athletic Club, Botafogo-SP, Cuiabá, Fortaleza, Juventude e Operário-PR. Apenas dois times recém-promovidos fugiram do padrão do setor, São Bernardo, com a fintech Magnum Bank, e Londrina, com a instituição de ensino Unicesumar.
O contrato do CRB é diferente do modelo de operadora tradicional. A Bolsa de Aposta se define como uma plataforma de trade esportivo, em que usuários negociam odds entre si em vez de apostar diretamente contra a casa, modelo autorizado a operar no Brasil sob licença da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
O acordo estreia em campo já no dia seguinte ao anúncio, na final do Campeonato Alagoano de 2026, em partida do CRB contra a ASA de Arapiraca. Além disso, o contrato prevê produção de conteúdo exclusivo, ativações para torcedores e campanha educativa sobre jogo responsável ao longo da temporada, que inclui ainda Copa Alagoas, Copa do Brasil e Copa do Nordeste.
O caso do CRB ilustra um movimento observado desde 2025 no futebol brasileiro fora do eixo Série A: marcas de apostas de nicho, com menor orçamento de mídia que as gigantes do setor, usam patrocínios em clubes regionais tradicionais para ganhar reconhecimento de marca a um custo mais baixo do que disputar espaço nos clubes de maior visibilidade nacional.

