Com um piso fixo de R$ 220 milhões por temporada e gatilhos contratuais que podem elevar o total a R$ 268,5 milhões anuais, o acordo entre o Flamengo e a Betano se firmou como o maior contrato individual de patrocínio de bets entre os clubes da Série A em 2026, justamente num ano em que o setor de apostas perdeu espaço nas camisas do Brasileirão como um todo, com seis agremiações encerrando parcerias que existiam até a temporada anterior.
O valor supera com folga o de qualquer outro patrocínio máster de bets em atividade na elite do futebol brasileiro, chegando a mais do que o dobro dos R$ 103 milhões anuais que o Corinthians recebe da Esportes da Sorte e dos R$ 100 milhões que o Palmeiras recebe da Sportingbet, tomados isoladamente, o que evidencia o quanto o contrato rubro-negro concentra hoje o topo dessa tabela de patrocínios esportivos.
A aprovação veio do Conselho Deliberativo do clube em 19 de agosto de 2025, e o contrato passou a vigorar no dia seguinte, com prazo que vai até 31 de dezembro de 2028, período em que a Betano substitui a PixBet como parceira máster do Flamengo nos uniformes do clube.
Ao longo dessa vigência de pouco mais de três anos, o acordo pode render ao Flamengo até R$ 895 milhões em valores fixos, e a apuração da ESPN Brasil aponta que, somadas as variáveis e os gatilhos previstos em contrato, o potencial total da parceria pode se aproximar de R$ 1 bilhão.
A marca Betano não aparece apenas no manto do futebol profissional masculino, já que também estampa o uniforme do time feminino, materiais dos esportes olímpicos do clube e produções da FlamengoTV, um alcance que ajuda a explicar por que o próprio Flamengo tratou o acordo, em nota oficial, como o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro.
Saídas equilibram o quadro do Brasileirão
Enquanto o Flamengo consolidava esse recorde, o conjunto da Série A seguiu direção oposta: levantamento do Poder360 mostra que o Brasileirão 2026 começou com apenas 12 dos 20 clubes tendo bets como patrocinador máster, uma queda de 33% em relação aos 18 clubes que mantinham esse tipo de contrato em 2025.
Vasco, Grêmio, Internacional, Coritiba, Bahia e Santos foram os clubes que encerraram contratos de patrocínio com casas de apostas, enquanto Red Bull Bragantino e Mirassol optaram por patrocinadores máster fora do setor de bets, um movimento que reduziu a presença do segmento nos uniformes da Série A sem, no entanto, tirar dele o posto de maior fonte de receita de patrocínio entre os clubes que ainda mantêm esse tipo de parceria.
Nesse grupo remanescente, atrás do contrato do Flamengo aparecem valores como os R$ 78 milhões anuais que o São Paulo recebe da Superbet, os R$ 60 milhões do Atlético-MG com a H2Bet, os R$ 55 milhões do Botafogo com a Vbet e os R$ 52 milhões do Fluminense também com a Superbet, todos bem distantes do patamar alcançado pela parceria rubro-negra.
O reconhecimento do acordo já apareceu fora das planilhas financeiras: a parceria entre Flamengo e Betano venceu, por voto popular, a categoria escolha do público do II Prêmio Patrocínio Brasil, realizado em maio de 2026.
“Considerado o maior contrato de patrocínio da história do futebol brasileiro”, descreveu a nota oficial do Flamengo ao anunciar a parceria com a Betano.



