No dia 21 de novembro, dentro do Golden Hall do Sheraton WTC, em São Paulo, um grupo reduzido de jogadores vai sentar-se para disputar o Main Event da Super High Roller Series do BSOP Millions 2026, torneio cujo buy-in de R$ 500 mil nunca havia sido praticado antes por nenhuma competição de poker no Brasil. A informação consta da grade oficial de torneios divulgada pela própria organização, que marca o festival para o período de 13 a 28 de novembro, equivalente a 16 dias corridos de disputas, pouco mais de duas semanas seguidas no mesmo espaço que recebeu as edições anteriores do evento.
A Super High Roller Series, que roda entre 14 e 23 de novembro dentro da programação maior do festival, reúne sete torneios distribuídos ao longo dessas duas semanas e foi desenhada como uma escalada progressiva de valores: o SHR Invitational, com buy-in de R$ 50 mil, abre a série em 14 de novembro; no dia seguinte entra o Super High Roller de R$ 100 mil; o degrau de R$ 150 mil chega em 17 de novembro; o de R$ 250 mil ocupa o dia 19; e o topo da série, o Main Event de R$ 500 mil, é disputado em 21 de novembro. A programação ainda reserva dois eventos no formato “One Day”, pensados para quem busca uma disputa concentrada em uma única jornada: um de R$ 100 mil, em 20 de novembro, e outro de R$ 50 mil, encerrando a série em 23 de novembro.
Essa sequência de high rollers está encaixada dentro de uma grade que, segundo a própria BSOP, somará mais de 100 torneios ao longo dos 16 dias de festival, uma média de mais de seis torneios por dia, com buy-ins variando entre R$ 200 e R$ 500 mil nas competições de maior porte. O Main Event tradicional do BSOP Millions, aquele que historicamente atrai o maior volume de jogadores ao evento, mantém um perfil bem distinto: buy-in de R$ 5 mil, prêmio garantido de R$ 10 milhões e disputa entre 16 e 24 de novembro. A regra de re-entry também é mais restritiva nesse torneio: quem for eliminado antes do fim de um dia de disputa pode pagar novamente para tentar uma nova chance, mas apenas uma vez a cada dia.
Ainda dentro da grade de maior porte do festival, a BSOP reserva espaço para o BSOP Championship, torneio classificado como evento Gold com buy-in de R$ 15 mil, segundo a grade oficial de torneios divulgada pela organização, somando-se à oferta de competições de alto valor que cercam a Super High Roller Series ao longo das duas semanas de disputas.
A diferença entre as duas pontas da grade ajuda a entender a escala da aposta que a BSOP está fazendo neste ano: o buy-in do Main Event da Super High Roller Series, de R$ 500 mil, equivale a cem vezes o valor cobrado no Main Event tradicional do BSOP Millions, de R$ 5 mil. É um salto que posiciona o torneio brasileiro ao lado das principais séries de altíssimo buy-in disputadas internacionalmente, movimento que o próprio CEO da BSOP, Rafael Moraes, descreveu como parte de uma ambição maior para o poker nacional. “O Brasil tem todos os elementos possíveis para termos uma série de âmbito global”, afirmou o executivo, ao comentar a criação da Super High Roller Series.
Para o CEO, a chegada de um torneio com essas características ao calendário do BSOP Millions marca um ponto de virada na trajetória da competição, que já se consolidou como a maior série de poker da América Latina em número de torneios e jogadores. Rafael Moraes resumiu a expectativa em torno da novidade em termos que deixam pouca margem para dúvidas sobre o peso simbólico do anúncio dentro da própria organização. “É um momento importante na nossa história”, disse Moraes.



