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Recorde: Brasil chega a 52 braceletes na WSOP 2026

Brasil soma 52 braceletes na história da WSOP após três títulos em 2026, com 32 brasileiros premiados no Main Event.

Por Rodrigo Salgado 14 de julho 4 min de leitura
Resumo Brasil soma 52 braceletes na história da WSOP após três títulos em 2026, com 32 brasileiros premiados no Main Event.
Pilhas de fichas de poker coloridas sobre mesa, sem identificação de operadora
Foto: Jismab, via Wikimedia Commons (CC0)

A World Series of Poker (WSOP) 2026, em Las Vegas, fecha mais um capítulo positivo para o poker brasileiro. Entre a apuração do Main Event e a distribuição de braceletes ao longo da série, o país chega a 52 títulos na história do torneio mais tradicional do poker mundial, o maior número já registrado por brasileiros na competição.

O avanço veio em um verão de resultados concretos. Antes do início da edição 2026, o Brasil somava 49 braceletes conquistados desde 2008: 15 ao vivo em Las Vegas, 29 em torneios online, quatro no WSOP Paradise, nas Bahamas, e um no WSOP Europe. Na atual edição, três jogadores brasileiros voltaram ao topo do pódio, elevando a marca para 52.

O primeiro título de 2026 saiu em junho, quando Yuri Martins Dzivielevski venceu o Evento #36, o US$ 100.000 High Roller No-Limit Hold’em, superando um campo de 115 inscritos e faturando US$ 2.841.432. Foi o sexto bracelete da carreira do paranaense, que segue como o brasileiro com mais títulos na WSOP, e o 50º do país na história da série.

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Dias depois, João Simão viveu seu próprio momento especial ao vencer o Evento #55, o US$ 50.000 High Roller Pot-Limit Omaha, com prêmio de US$ 1.368.700. Foi o quarto bracelete de Simão e o 51º do Brasil. “When Brazil won the World Cup the fourth time, we used to call out ‘tetra, tetra’. That means the fourth title (…) fourth time you have anything”, disse o jogador a repórteres do PokerNews, em referência ao apelido que os brasileiros dão à quarta conquista em qualquer disputa. Simão também lembrou o significado familiar da vitória, obtida no Dia dos Pais nos Estados Unidos.

A dupla Breno Drumond e Henrique Lessa, do Samba Poker Team, completou o trio ao vencer o Evento #66, o US$ 1.000 Tag Team, em 26 de junho. Superaram um campo de 1.375 duplas e dividiram US$ 184.769 após bater os japoneses Ruka Yamauchi e Shotaro Murase no heads-up. O resultado marcou o 52º bracelete brasileiro da história da WSOP.

Enquanto isso, o Main Event, evento mais aguardado da temporada, também teve participação relevante do Brasil. O torneio de US$ 10.000 de buy-in reuniu 9.208 inscritos, a quarta maior chave já registrada na história do campeonato. Quando a bolha da premiação estourou, no Dia 4, com a eliminação quase simultânea do ex-campeão mundial Chris Moneymaker e mais dois jogadores, 32 brasileiros já estavam garantidos entre os premiados.

A campanha nacional seguiu firme até o Dia 6, quando Arthur Campos se tornou o último representante brasileiro na disputa, superando companheiros como Fábio Porcino, Rafael Caiaffa e Erick Mossinger. Sua eliminação veio em uma mão de forte oscilação: com a mão all-in à frente após o flop e o turn, Campos viu o rio completar um full house maior para o americano Aaron Barone. Terminou na 125ª posição, com prêmio de US$ 65 mil.

A mesa final do Main Event ficou definida sem brasileiros entre os nove finalistas, liderados pelo americano Lucas Jumalon. A disputa pelo título e pelo prêmio de US$ 10 milhões será retomada em 3 de agosto, com transmissão da ESPN. “We now have a final table worthy of the biggest stage in poker. With the world watching, we can’t wait to welcome them back August 3 and watch history unfold live”, afirmou Ty Stewart, CEO da WSOP, em comunicado oficial.

O balanço da temporada reforça um momento de amadurecimento do poker brasileiro em torneios de alto nível internacional, num calendário nacional também movimentado, como mostra a chegada do BSOP Winter a São Paulo e a passagem de Neymar pelas mesas da WSOP neste mesmo mês.

Rodrigo Salgado
Quem escreve: Rodrigo Salgado
Repórter de mercado e negócios. Cobre operadoras licenciadas, parcerias, movimentações executivas e o mercado de afiliados de apostas no Brasil.
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