A mesa final do Main Event da WSOP 2026 está definida desde o Dia 8, encerrado em 14 de julho, e nenhum brasileiro está entre os nove jogadores que vão decidir o título entre 3 e 5 de agosto, em Las Vegas, com transmissão da ESPN. O resultado marca o fim de uma campanha que, mesmo sem vaga na etapa decisiva, deixou um saldo financeiro relevante para o país: os 32 brasileiros que ficaram no dinheiro garantiram, juntos, ao menos US$ 540 mil em premiação.
O grupo que disputará o título é liderado pelo americano Lucas Jumalon, de 22 anos, com 194 milhões de fichas, praticamente o dobro do segundo colocado, o canadense Rami Hammoud, com 79 milhões. Completam a mesa Jamie Shaevel, Greg Mueller, Michael Gagliano, Mario Boos, Lauri Saaskilahti, Han Feng e Evagoras Evagorou. Cada um dos nove já garantiu ao menos US$ 1 milhão, e o campeão leva US$ 10 milhões do prêmio total de US$ 85,6 milhões, distribuído entre 9.208 inscrições no torneio deste ano.
A presença brasileira no Main Event, no entanto, foi mais longa do que o resultado final sugere. Do total de inscritos, 32 jogadores do país fizeram a bolha do ITM e garantiram pelo menos US$ 10 mil cada, valor mínimo efetivamente pago aos 1.383 colocados premiados. Ao Dia 5, restavam 11 brasileiros na disputa, liderados por Belarmino de Souza, com 2.725.000 fichas, a 17ª maior pilha entre os sobreviventes daquela fase. Nomes como Lucas Bandeira, Vinicius Lima, Rafael Caiaffa e Arthur Campos também seguiam vivos no torneio.
Sete desses jogadores caíram ainda no Dia 5. Os quatro remanescentes, Arthur Campos, Erick Mossinger, Rafael Caiaffa e Fábio Porcino, resistiram até o Dia 6, quando caíram em sequência, cada um embolsando US$ 65 mil pela colocação entre 125º e 160º lugar. Campos, eliminado em 125º, foi o melhor brasileiro da edição.
Somando os valores confirmados, o piso do que o Brasil faturou no Main Event 2026 chega a US$ 540 mil: US$ 260 mil garantidos pelos quatro jogadores que caíram no Dia 6 (US$ 65 mil cada) e outros US$ 280 mil referentes ao mínimo efetivo de US$ 10 mil pago aos 28 brasileiros restantes que ficaram no dinheiro em posições não detalhadas publicamente. A conta é conservadora, já que parte desses jogadores certamente avançou além do corte mínimo antes de cair, mas não há dado individual disponível para todos eles.
O torneio principal não rendeu bracelete ao país, mas a temporada 2026 da WSOP já havia sido positiva para o poker brasileiro antes do Main Event começar. Uma checagem direta na contagem histórica confirma que o Brasil chegou a 52 braceletes na WSOP com as vitórias de Yuri Dzivielevski, João Simão e da dupla Breno Drumond e Henrique Lessa no Tag Team, e o número segue o mesmo desde então. A série de Las Vegas terminou em 15 de julho com quatro braceletes finais, nenhum deles brasileiro, o que mantém o total do país inalterado até a decisão do Main Event em agosto.
Para o mercado de poker no Brasil, o próximo capítulo já está marcado para esta terça-feira, 21 de julho, quando começa o BSOP Winter no WTC Sheraton, em São Paulo, primeiro grande torneio doméstico a movimentar o circuito depois do desfecho da WSOP.



