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SPA/MF fecha primeiro ano do mercado regulado com R$ 8,8 bilhões arrecadados

Balanço oficial do primeiro ano de apostas de quota fixa no Brasil mostra 79 operadoras autorizadas, 25,2 milhões de apostadores e bloqueio de mais de 25 mil sites ilegais

Por Rodrigo Salgado 21 de janeiro 3 min de leitura
Resumo Balanço oficial do primeiro ano de apostas de quota fixa no Brasil mostra 79 operadoras autorizadas, 25,2 milhões de apostadores e bloqueio de mais de 25 mil sites ilegais
SPA/MF fecha primeiro ano do mercado regulado com R$ 8,8 bilhões arrecadados, Casas de Apostas

Foto: Annemariebr at English Wikipedia, Public domain, via Wikimedia Commons

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda divulgou, em 21 de janeiro, o balanço do primeiro ano completo do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil, em vigor desde janeiro de 2025.

Segundo o órgão, a arrecadação federal com o setor somou cerca de R$ 8,8 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, considerando tributos e destinações legais sobre a atividade.

A esse montante somam-se R$ 2,5 bilhões arrecadados com taxas de outorga para licenciamento de operadoras e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização cobradas ao longo do ano.

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O relatório aponta 79 empresas autorizadas a operar no país até o fechamento do balanço.

De acordo com o órgão regulador, 25,2 milhões de brasileiros fizeram apostas de quota fixa ao longo de 2025, movimentando um GGR (receita bruta de jogos, descontados os prêmios pagos) de aproximadamente R$ 37 bilhões no acumulado do ano.

No campo da fiscalização, a SPA/MF informou o bloqueio de mais de 25 mil sites de apostas ilegais em operação conjunta com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), parte da estratégia de conter a oferta de plataformas não licenciadas.

O secretário Regis Dudena classificou 2025 como o primeiro ano em que o Estado brasileiro esteve integralmente presente na regulação desse mercado, marco que a pasta usa como referência para o ciclo regulatório que segue em 2026 e 2027.

O balanço também traz um dado sobre proteção ao apostador: a plataforma de autoexclusão voluntária de contas em bets recebeu mais de 217 mil cadastros nos primeiros 40 dias após o lançamento, no fim de 2025, com perda de controle e questões de saúde mental citadas como motivo principal por 37% dos usuários.

Para operadoras e investidores, os números consolidam o tamanho do mercado brasileiro como um dos mais relevantes do setor global de apostas esportivas, ao mesmo tempo em que sinalizam pressão regulatória crescente sobre publicidade, retenção de clientes e combate ao mercado ilegal ao longo de 2026.

O ciclo tributário do setor também segue em movimento. A alíquota sobre o GGR das operadoras, que começou em 12%, passou a 13% em 2026, com escritórios especializados em direito regulatório estimando que o aumento pode representar cerca de R$ 850 milhões adicionais em arrecadação federal ao longo do ano, antes de nova elevação prevista para 14% em 2027.

O período coberto pelo balanço da SPA/MF antecede a Copa do Mundo de 2026, o que torna os números de 2025 um ponto de partida importante para medir se o volume de apostas e a arrecadação vão acelerar durante o Mundial, disputado entre junho e julho.

Rodrigo Salgado
Quem escreve: Rodrigo Salgado
Repórter de mercado e negócios. Cobre operadoras licenciadas, parcerias, movimentações executivas e o mercado de afiliados de apostas no Brasil.
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