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Fazenda notifica 37 fintechs e manda bloquear pagamentos de casas de apostas ilegais

A SPA e a Receita Federal notificaram 37 fintechs suspeitas de operar recursos de cerca de 160 casas de apostas ilegais, com ordem de bloquear transações e repassar os valores ao Tesouro Nacional.

Por Camila Duprat 13 de julho 2 min de leitura
Resumo A SPA e a Receita Federal notificaram 37 fintechs suspeitas de operar recursos de cerca de 160 casas de apostas ilegais, com ordem de bloquear transações e repassar os valores ao Tesouro Nacional.
Fazenda notifica 37 fintechs e manda bloquear pagamentos de casas de apostas ilegais
Cédula de R$ 200. Imagem: Banco Central do Brasil, domínio público

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, em ação conjunta com a Receita Federal, notificou 37 fintechs suspeitas de intermediar recursos de casas de apostas que operam sem autorização no Brasil. As instituições foram orientadas a interromper qualquer relação financeira com essas empresas, bloquear as transações e transferir os valores ao Tesouro Nacional.

Segundo o governo, as fintechs movimentaram recursos de cerca de 160 casas de apostas sem autorização para operar no país, além de milhares de sites ligados a essas plataformas. As empresas de pagamento têm até 28 de agosto para se adequar às novas regras aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional.

A escala do mercado paralelo

A ação expõe o tamanho do problema que a regulamentação tenta enfrentar. O governo afirma já ter derrubado mais de 54 mil sites irregulares ligados ao mercado ilegal de apostas. Por estimativas oficiais, entre 41% e 51% das plataformas acessadas por brasileiros operam sem autorização, um universo que alcançaria cerca de 25,2 milhões de usuários. É contra esse mercado paralelo, e não contra as operadoras licenciadas, que a medida se volta.

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Cerco financeiro que vem sendo apertado

A notificação é mais um passo de uma estratégia que ataca a operação clandestina pelo meio de pagamento. A lógica é cortar o caminho do dinheiro entre o apostador e a plataforma não autorizada, dificultando depósitos e saques nas casas fora da regra. O movimento dá sequência ao cerco financeiro montado com o decreto e a resolução do CMN, e contrasta com o mercado formal, que reúne 187 plataformas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas.

Para as fintechs, o recado é direto: manter relação financeira com as casas notificadas passa a expor a instituição a sanções. As orientações e a lista de obrigações estão no âmbito da Secretaria de Prêmios e Apostas.

Camila Duprat
Quem escreve: Camila Duprat
Advogada especializada em direito do jogo e compliance regulatório. Acompanha a regulamentação das apostas no Brasil desde a Lei 14.790/2023 e escreve sobre o que muda na prática para operadoras e afiliados.
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