Encerrada a etapa de Florianópolis, disputada entre 4 e 8 de setembro no Costão do Santinho, o calendário oficial do Brazilian Series of Poker aponta para a última parada da temporada 2026: o BSOP Millions, que ocupará o WTC Sheraton, em São Paulo, entre 13 e 28 de novembro. É a sexta e derradeira etapa de um calendário que, desde que foi divulgado pela própria organização, prevê seis paradas ao longo do ano, cada uma com características próprias de sede, formato e duração.
A temporada começou em janeiro, com o BSOP Summer Millions em Costa do Sauípe, na Bahia, realizado entre os dias 23 e 31, com mais de cem mesas em operação simultânea e cash game funcionando 24 horas por dia. Em março, o circuito passou por São Paulo, no WTC Sheraton, entre os dias 18 e 24, antes de seguir para Rio Quente, em Goiás, onde a etapa de 30 de abril a 5 de maio marcou o retorno do BSOP à cidade depois de um hiato de sete anos, em um resort que reúne fontes termais, praia artificial e parque aquático como parte da experiência oferecida aos jogadores hospedados.
O meio do ano trouxe o BSOP Winter, disputado no Golden Hall do WTC Sheraton, em São Paulo, entre 21 e 30 de julho, com a programação estendida em um dia em relação ao previsto originalmente. Depois de Florianópolis, a temporada converge para o Millions, que o próprio BSOP descreve como o maior evento de poker da América Latina, um posicionamento consistente com a leitura de que o circuito é hoje o principal campeonato de poker do continente, atrás apenas da WSOP em porte mundial, denominação que o próprio site oficial usa desde 2006 para se referir ao torneio como Campeonato Brasileiro de Poker.
Enquanto o calendário seguia seu curso, uma das etapas ganhou repercussão fora do universo do poker por causa da presença de Neymar. O atacante disputou o BSOP Winter em 21 de julho depois de ser preservado pelo técnico Cuca do jogo do Santos contra a Universidad Central, pela Copa Sul-Americana, disputado no mesmo dia na Venezuela, onde a equipe venceu por 4 a 1 sem seu principal jogador em campo. Antes de embarcar rumo à mesa de poker, Neymar treinou normalmente no CT Rei Pelé pela manhã, enquanto o restante do elenco viajava para o compromisso continental, e a etapa marcou a segunda vez que o jogador participava especificamente do Winter dentro do circuito nacional.
O resultado esportivo dessa incursão não acompanhou a repercussão. Neymar foi eliminado na 29ª colocação, uma posição fora da zona de premiação, que começava na 27ª com prêmio mínimo de R$ 45 mil, e terminou o torneio sem receber nenhum valor em dinheiro, em um evento de buy-in de R$ 25 mil cujo campeão levou R$ 1 milhão. O desfecho repetiu, quase posição por posição, o que já havia acontecido na edição de 2025 do mesmo Winter, quando o atacante também fechou em 29º lugar, entre 346 inscritos, e desembolsou R$ 53,5 mil pela participação, novamente sem indicação de premiação recebida.
A repetição do episódio rendeu críticas públicas do ex-jogador Vampeta, que citou a decisão de Neymar de disputar o poker durante a partida do Santos como um gesto que não seria tolerado em outros contextos do futebol brasileiro. “Se ele faz isso no Corinthians, no Palmeiras, no São Paulo, ele tá morto”, disse Vampeta, resumindo a diferença de tratamento que via entre o clube da Baixada Santista e os grandes rivais paulistas diante de episódios do tipo.



