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Aposta Esportiva

Zico segue como rosto da BETesporte após a Copa

Zico segue como embaixador da BETesporte após a Copa, papel assumido em 2025 após deixar a Betsat, casa que não se regularizou no país.

Por Rodrigo Salgado 20 de julho 4 min de leitura
Resumo Zico segue como embaixador da BETesporte após a Copa, papel assumido em 2025 após deixar a Betsat, casa que não se regularizou no país.
Zico em ação pelo Flamengo em foto de 1981; ídolo é hoje embaixador da BETesporte
Zico em campo pelo Flamengo em 1981. Foto: El Gráfico, 1981 / domínio público (Wikimedia Commons)

Zico foi um dos rostos mais visíveis do marketing de apostas esportivas no Brasil ao longo de toda a Copa do Mundo, encerrada no último domingo (19), papel que o ídolo do Flamengo e da Seleção assumiu pela BETesporte desde janeiro de 2025, quando deixou a Betsat. A operadora manteve o ex-jogador como embaixador ao longo de todo o ciclo pré-Mundial e ampliou a presença dele em campanhas voltadas ao torneio, disputado neste ano nos Estados Unidos, México e Canadá.

A ligação entre Zico e a BETesporte é descrita pela própria empresa como um ativo de credibilidade. Em material institucional, a companhia associa a imagem do ex-camisa 10 a valores como transparência, responsabilidade e respeito. A ideia por trás do contrato, segundo a marca, é usar o histórico de confiança que Zico construiu com o torcedor para sustentar a reputação da casa em um mercado ainda marcado por desconfiança do consumidor.

O acordo com a BETesporte não nasceu do zero. Zico havia sido anunciado embaixador da Betsat em meados de 2024, mas a casa não conseguiu se regularizar junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e ficou impedida de operar legalmente no país quando o mercado brasileiro passou a exigir licença federal, a partir de 2025. Sem casa de apostas para representar, o ex-jogador migrou para a BETesporte, que já operava regularizada, para estrelar a campanha publicitária batizada de “Craque de verdade joga com responsabilidade!”. Na prática, Zico ficou ligado à Betsat por poucos meses antes da troca, um intervalo curto que ilustra o risco reputacional que operadoras sem licença representam para os embaixadores que contratam.

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À época do anúncio, Zico afirmou que a escolha veio da necessidade de reforçar a confiança do público no setor: “Sabemos que existe muita desconfiança em relação ao universo das apostas, então é por isso que decidi estar ao lado de uma empresa na qual eu realmente confio”. Marcos Vinicius, CEO da BETesporte, disse à época que “ter o Zico como embaixador é uma oportunidade extraordinária para consolidar e ampliar nossa presença no Rio de Janeiro”. Nenhuma das partes revelou valores do contrato, prazo de duração ou cláusulas de exclusividade.

No fim de 2025, a operadora reforçou a aposta em Zico ao lançar a campanha “O Brasil é BETesporte”, ao lado do ex-jogador Vampeta, com peças voltadas a redes sociais, TV, streaming e ativações em telões de LED durante partidas do Brasileirão. O mote comercial da campanha, resumido pelo diretor de marketing da empresa, Danilo Melo, é o de diferenciar a marca num mercado dominado por operadoras estrangeiras: “em um mercado concorrido e repleto de empresas estrangeiras, queremos mostrar que ninguém entende tão bem o brasileiro como o próprio brasileiro”. Zico e Vampeta permaneceram como protagonistas dessa frente ao longo de todo o Mundial.

O uso de ídolos do futebol como garotos-propaganda de apostas é hoje uma peça central da disputa por espaço publicitário no setor, mas também vem sob maior escrutínio regulatório. O Giro do Mercado mostrou como o contrato de Vini Jr com a Betnacional testa as novas regras de publicidade para embaixadores, e a Fazenda tornou obrigatório o aviso de risco em toda publicidade de aposta a partir de 17 de julho, o que reduz a margem para peças puramente aspiracionais como as estreladas por craques aposentados. Nomes fortes seguem sendo moeda de disputa em outras frentes do mercado, caso da parceria entre H2Bet e a organização de eSports LOUD, que completou um ano ligada ao streamer Coringa ao longo da própria Copa.

Para a BETesporte, ter mantido Zico como embaixador ao longo de toda a Copa reforça uma estratégia de posicionamento nacionalista frente a marcas internacionais, ao custo de depender da biografia e da imagem pública de um único ídolo para sustentar parte da narrativa de confiança da empresa.

Rodrigo Salgado
Quem escreve: Rodrigo Salgado
Repórter de mercado e negócios. Cobre operadoras licenciadas, parcerias, movimentações executivas e o mercado de afiliados de apostas no Brasil.
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